“O pequeno mundo blogueiro em debate
O Grande Mapa Dahmer da Blogosfera Brasileira foi especialmente desenhado para alimentar brigas por coisas pequenas”. Daqui.

No mapa original tinha os linques. Ainda tem, né, mas a maioria (ou todos?), dá em lugar algum.



Mas não hoje

O mundo-lá-fora, aquele lugar tão esquisito. Tem pessoas lá, e elas fazem coisas. Jamais entenderei.

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“Você se sente feliz por estar viva, não é?”. As pessoas falam assim na vida real. Bão, algumas. Só olho prelas, cara meio abobada, e aceno vagamente com a cabeça. Nem sei por onde começar, amiga.

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Tem cachorro-quente no mundo lá fora. Ponto pro mundo lá fora. Não consegui comer, virei uma dessas velhinhas ridículas que ficam enjoadas com qualquer coisinha, mas foi muito bom ver outras pessoa pedindo para colocar mais purê aí, tio e comendo seus lanches.

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O mundo lá fora tem pessoas que pedem seus números: de casa, do documento e da carteirinha. Ah, e do telefone. E de não sei mais quê. E da guia. Sério? Reedito minha cara de tonta porque, gente. Não sei coisa alguma, amiga. E nem tou fazendo gênero, eu não sei mesmo.

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Por algumas horas sem chave, sem carteira, sem celular. Não nego que é das coisas mais agradáveis.

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Se eu tivesse dinheiro (é o que vivo dizendo), viveria numa cidade minúscula, minúscula e numa casa longe, longe. Mesmo que isso significasse que eu ia precisar ter um carro de novo. Andando por São Paulo, sempre relembro do motivo de meu desejo. Que horror, que horror. Sei que não é moderno e correto achar São Paulo um pavor, “a gente tem que amar a cidade da gente” e blablablááááá, mas Jesus, que horror. Alguém ganha logo na loteria e me salva, por favor.

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Minha unhas estão roídas até o impraticável. Todas têm sangue nos cantinhos e a ponta de cada um de meus dedos lateja loucamente. Lavar a cabeça de noite vai ser uma aventura no reino da dor. Um dia desses será hora de eu parar de me punir. Mas não hoje.