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Muda, muda e queremos o de sempre

por Andréa Pontes

Um convite para voltar a ser criança
Crédito: Divulgação – Outlet Premium Imigrantes

Há coisas que não mudam; podem chamar do que quiserem, pode ser etarismo, pode dizer que é antigo. Não mudam. Há coisas boas que não mudam. Há coisas que mudam para melhor. E há o que piora.

Quando eu vejo discussões sobre quem traiu quem nas redes sociais, intermediado por advogados e colunistas de fofocas, realmente tenho saudades quando o Caetano apenas estacionava o carro no Leblon ou o Chico Buarque ia comprar pão.  

Até onde a vida particular exposta vale? O que se entende por reputação? O que as marcas procuram? Eis a questão. E se os influenciadores falassem o que pensam? E será que falam?

Temos Elon Musk entre discursos e memes; temos o Porsche no noticiário; a namorada do motorista diz que ele não bebeu; o amigo, na UTI jura que ele bebeu. Os meios jurídicos e os valores morais misturados.

Somos filtros de milhões de dados; não somos computadores, somos seres humanos. Onde fica a saúde mental? A minha está no futebol e na Superliga. As cortadas, os saques ‘ace’, as defesas espetaculares. Os gols de virada, as goleadas em exagero, as discussões dos palpiteiros.

No pasa nada.

É preciso calibrar freios, equilibrar os chacras, fazer e procurar o que gosta. Fugir para as colinas de filmes Sessão Da Tarde, remakes de novelas, finais felizes. A gente precisa demais disso.

Amanhã, começa o Campeonato Brasileiro. E cada dia, um dia. Nunca se sabe quando vamos acordar com sobressaltos na tevê.

O que não muda: acordar todos os dias e buscar ser feliz.

Estamos mais perdidos do que o Buda no café da manhã da Ana Maria Braga

por Andréa Pontes

Há 10 anos. Sonhar é bom e devia vender em garrafinhas.

Estamos mais perdidos do que o Buda no café da manhã da Ana Maria Braga, assistindo ao embate Elon Musk, dono do X, e Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Nem tanto, para quem acompanha a extrema-direita pelo mundo. Atacar Moraes é fragilizar a legislação brasileira, mais contundente quando o assunto é fake news. Há muito por trás disso, como desenhou a excelente Daniela Lima, na Globonews. Há a chance de eleição de Donald Trump. Com a experiência em acertar criminosos pela parte mais sensível – o bolso, é por esse viés que deve vir a resposta para o empresário sul-africano.  O que é importante você saber: há uma onda em curso de atingir Supremas Cortes pelo mundo. O motivo não é outro senão deixar as leis que regem as redes sociais mais leves.

A questão é que, agora, o Congresso enxerga um poder político nessa celeuma. O então relator da PL 2630 – que regula as notícias falsas –, Orlando Silva, foi surpreendido com o engavetamento do projeto pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, que anunciou que o tema agora será discutido por um grupo na casa. Se você ainda não compreendeu, eleições municipais no Brasil, eleições de Trump e avanço da extrema-direita globalmente falando estão interligados.

O que vem se mantendo é a surpresa dos indicadores numéricos. O Brasil acumula 3,93% de inflação em doze meses. Com resultados abaixo do esperado pelo mercado financeiro, os olhos se voltam para as contas públicas. A meta fiscal é de 0,5% do PIB e deve cair para 0,25%. Gastos e escassez de novas receitas estão entre os problemas. E temos a Petrobras, com a polêmica de distribuição de dividendos, o que só levanta pautas de conselheiros a favor de privatização, o Governo estudando trocar o comando da companhia. Ainda assim, temos a descoberta de mais petróleo na bacia potiguar, entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.

É o Brasil do Brasil, ao menos em reality temos um brasileiro típico como favorito, da Bahia porreta, na contramão de jovens donos de Porsches e violências gratuitas a mulheres, a exemplo do PM que agrediu uma mulher em plena estação de metrô da Luz, em São Paulo.

No pasa nada cariño.

Eu tiro onda para a onda não me tirar

por Andréa Pontes

a gente só queria um pouco do Leblon do Manoel Carlos

O Brasil resumido em um Porsche. De um lado, uma família de alta renda, um veículo avaliado em R$ 1 milhão. Do outro, uma família de batalhadores, um carro de aplicativo. O enredo não nos surpreende. Motorista, alcoolizado, dirigindo de forma imprudente. Um brasileiro, pai de família, falece. E toda a história, que se repetiu e se repete, só vem à tona, porque, afinal, caiu na imprensa. Escancaradas as desigualdades sociais, do tratamento dado ao caso às consequências.

O Brasil resumido ao BBB. Temos um favorito. Brasileiro, motorista de aplicativo, baiano da gema, lutador.  Temos uma segunda favorita. Brasileira, feirante, que customiza biquinis com frutas. Tem que a considere uma personagem. Do outro lado, um (ex) marido que comete traições ao vivo. As relações complicadas, as percepções diferentes da realidade e o que passa lá fora. Juram que o favorito é manipulador – talvez seja – e se esquecem de uma sociedade escravagista e de um racismo, portanto, estrutural, que permeia conversas e frases muito erradas. E aí temos um cantor famoso que resolve ignorar o favorito e o Brasil não deixa barato.

O Brasil resumido ao esporte.  Zebras nos gramados. Acusações de fraudes com base em Inteligência Artificial. Alegria. Gols. Desanuviar a cabeça. Estarrecer-se com a violência entre torcidas. Divertir-se com a figura icônica invadindo o jogo Náutico x Sport. Zebra nas quadras e nas quartas de final das Superligas de vôlei. Paixão da torcida, que recorrem a buzinas para desnortear jogador no momento do saque. Aquele rally que a gente adora.

O Brasil do Brasil dentro de cada brasileiro. A vida vem em ondas, como um mar, num indo e vindo infinito. A vida é isso aí. A gente leva caixote, a gente se levanta. Às vezes, entramos em modo turbo. Às vezes, apreciamos a calmaria. Às vezes, juramos que estamos em algum reality ou em uma competição. O tempo não para. Por vezes, BOs que demoram e rendem e se subdividem, dando crias. Às vezes, o que precisamos é tirar onda

O jeito é tirar onda. E ouvir Jairzinho . E Lulu.

Sorrindo pela vida: o que o brasileiro faz de melhor

por Andréa Pontes

Giovani, junto com colegas, e o cartaz do Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Há semanas que nos atropelam de um jeito. A idade chega para todos e a colunista que vos fala não é exceção. Coluna, por sinal, tem sido a questão, além de um tornozelo que amavelmente o chamo de “desligado”, devido a uma lesão ligamentar. Dito isso, vamos à coluna da semana – que tentarei compensar pela falta da anterior.

É repetitivo, mas o Brasil não pode ser enquadrado em qualquer prateleira. A semana vem de uma prisão esperada – mas ainda com lacunas – de quem mandou matar a vereadora Marielle Franco, há seis anos. Mexeu com o noticiário, tirou muitos jornalistas da cama, da folga. E escancarou uma ferida da desigualdade social. O Rio de Janeiro, apesar de parecer, não está sozinho. A pobreza e ausência do Estado são pratos cheios para o crime organizado. Que, ao contrário das instituições, foi se estruturando de uma forma que, atualmente, a bandidagem está com tentáculos em áreas que sequer imaginamos. No caso das comunidades, domina negócios, saúde e por aí vai.  Como diria minha avó, ‘cabeça vazia, oficina do coisa ruim’; lugar com diferenças sociais e ausências do básico são territórios do crime. A questão é que o filme Tropa de Elite não é pura ficção, é baseado em fatos. E o sistema, parceiro, como diria o personagem Capitão Nascimento, é …. exatamente isso o que você pensou.

No lado econômico, temos um País avançando. O Ministro Hadad torce para os juros caírem a 9% até o final de 2024. Do ponto de vista político, em ano de eleições municipais, é pouco. Já para o mercado, vai bem se considerarmos que estávamos acima dos dois dígitos. O Banco Central precisou dar uma segurada no dólar – a moeda americana fecha por volta de R$5. Como se faz: O Banco Central vende dólar ao mercado. Mais oferta, preço equilibra.

Os alimentos devem baixar de preço. Isso também deve conter a alta da inflação dos serviços.  Campos Neto, o presidente do Banco Central, começa a desenhar a saída e quem virá em seu lugar. A posição é deveras estratégica, é dali que se dá o tom de relacionamento entre mercado e governo. E isso é crucial. Quanto melhor o relacionamento, quanto mais equilibrado, mais todos ficam mais satisfeitos e menos contrariados. Gente feliz não prejudica ninguém. E não queremos o mercado infeliz.

Na verdade, queremos o que a Pitel, recém-saída do Big Brother Brasil, quer. Trabalha desde os 13 anos de idade. Foi a primeira da família a se formar na faculdade. O sonho dela: dar uma casa própria à ‘mainha’, pensar em si mesma, talvez pela primeira vez na vida, em vez de ajudar no que pode para sobreviver como não se deve. A exemplo também da Bia, que já ganhou R$ 15 mil no programa e não sabe por onde começar para ajudar familiares. Ou o Davi, que quer ser doutor. Os três, sorrindo, sempre.

O Brasil do Brasil.

Vem cá, meu bem

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