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Manteiga, endereço, coisas boas de falar, rainha Vitória, rainha Vitória, onde estás que não respondes?

A quantidade de manteiga que a minha blogueira preferida bota na comida é um exemplo para as futuras gerações.

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Um dia você se dá conta de que ele sequer lhe deu o novo endereço dele.

Sabe, a vida cheia de recados e você nada de abrir os envelopes, querida?

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As minhas noites têm sido assustadoras. Eu sonho pra valer.

Meu inconsciente, a única parte de mim que não é sedentária.

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Se você não estiver pesquisando laços de gravata da era vitoriana, nem fala comigo. Victorian puff tie. Como será o nome desse negócio em português?

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Depois de aprovado o orçamento de 2022, técnicos em cargos de chefia por toda Receita Federal entregaram seus postos. Daí acontece o que, a milícia assume geral?

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O Octávio Guedes, coberto de razão, tá na Globonews dizendo que o presidente declarou guerra ao próprio povo. Que país assustador.

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Whether feast or famine – que jeito maravilhoso de escrever.

Hoje

Falar com D. me deixava eufórica e triste, a desatenção (que não, não era uma fase, foram anos e anos) acabava comigo, fotos me deixavam triste e a foto derradeira, de repente, mostrou o que ele me diz há cinco anos: querida, não estou aí pra isso e, veja bem, de todas as maneiras possíveis isso lhe foi dito. Qual a parte que você não entendeu?

Eu entendi, mas não entendi, até entender. Sempre uma educação.

Estou muito mais triste do que nos últimos cinco anos juntinhos e acumulados. Ontem chorei até dormir e sonhei com D. e o apartamento de D.

Acordei assustada, às duas e meia da madrugada e fui dobrar roupas e devolver livros às estantes, me sentindo um inseto repelente. Fiz chá, fiz outro chá, não chorei, lavei a cabeça, não chorei. Fiz um café, bem lentamente, sentindo o calor do vapor, o cheiro de cada centímetro cúbico do pó escuro. Um dia eu fiz um áudio lindo para D. sobre isso, sobre as manhãs e seus vagares. Nenhuma resposta. Lembrei disso enquanto respirava meu café na casa em silêncio. Eu enchi o saco da criatura que não me queria por perto. Deve estar aliviado. Eu, sinceramente, me colocando no lugar dele, também estaria.

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Na prática, a vida realmente não muda, e é nisso que eu devo me concentrar: ele não me lia, vai continuar não lendo. Não perguntava se eu tinha melhorado, vai continuar não perguntando. Não me queria por perto, vai continuar não querendo. Jamais encararia a Dutra por mim etc. etc. etc.

A diferença é que eu, que sempre soube disso, agora sei mesmo-realmente-para-caralho disso.

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Acho que, apesar da imensa dor, vai sarar. Se o Drexler não me mentiu, vai sarar. Alguma hora, de algum jeito, vai sarar. O Drexler jamais me mentiria. Acho.

Aqui

Helinho, querido, voltei com o “Aqui” porque você gosta dele. Prometo que sempre haverá um “Aqui” por aqui. 🙂

Vem cá, meu bem

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Águas Passadas