Ecos do que ouvi e amei – PRÉ-VENDA

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Somos os mesmos, sei disso. Das plaquinhas de argila aos computadores que cabem na palma da mão. Inventamos sons, letras, palavras, universos inteiros a partir de nós mesmos. Nosso desejo, nosso medo, nossa busca pelo que ainda sequer sabemos nomear. Os mesmos, os mesmos.
Ainda assim, de quando em vez, um Iata nos surpreende porque ele é o mesmo e, ainda, não é não, com sua poesia transformadora, tão fresca, tão dele.
Iata, o mineiro. Ruas empoeiradas, tachos antigos de cobre, vendedores ambulantes, cães felizes numa Betim que crescia em si mesma e transformava de novo e de novo, cercada por clichês e novidades, pelo belo, pelo cotidiano. Iata, o roqueiro. Shows de heavy metal, solos de guitarra, suor, vocais guturais, ritmo marcado e amplificadores de som distorcendo a coisa toda. Iata, o filho de dona Geralda, ecos duma ancestralidade que nem sempre se pode rastrear, histórias perdidas de jogos e navios, de dores, perdas, de corpos escravizados, de levantes e coragem. Iata, finalmente, o poeta, um homem de seu tempo, político, urbano e feito de música e poesia, de contradições e espera, de ação. Cujo caminhar poético trilha o espaço-temporal de seus saberes, as palavras bem escolhidas, as construções que definem relações instaladas com pessoas e gentes. A poesia de Iata percorre diferentes espaços, o mesmo corpo que atravessa daqui prali, a cadência musical de quem mapeia, mesura, define, anota.
Iata é a água que mina das palavras de Viviane Mosé, é Cesário Verde, e transita entre campo e cidade, é Quintana e surfa na melancolia, é Adélia Prado e fala do que se quebra, o que se reconstrói, dos pedacinhos sobre os quais caminhamos, tantas vezes nas pontas dos pés.
Nessa cena da poesia nacional, com tantas vozes se erguendo juntas, temos o Iata, sua bela voz, suas imagens precisas, referência fragmentadas, rock ‘n’ roll, memórias, referências, corações, apontamentos.
Iata, o caminhante, leva a todos nós pelos senderos que percorre, com cuidado, cuidando o chão para não pisar nos brotos, farejando o ar que o cerca, adivinhando curvas e troncos caídos e motoboys atrasados e navios cujos portos parecem perdidos.
Escrevo a respeito de Iata e sua poesia, ouvindo Lenine e Milton, Neil Young, Mitchell e Van Halen – alguns de seus preferidos. Ouvindo Vander Lee e sua Alma nua – o preferido de seus poetas. Os sons que embalam Iata me embalam e à minha busca do tom que o defina, a nota exata que traga, com seus bemóis e versos, meu amigo, meu amigo poeta, para perto de mim.
A Drops Editora carrega Iata como uma coisinha preciosa, numa caixa forrada de algodão, feliz por estar aqui, não se cabendo pela percepção da oportunidade, pelo entendimento da rareza que é ter tão junto essa qualidade de poesia.
Seu patuá de relíquias, segredos, felapos e sortilégios é, para nós, Iata, o legado da beleza, similitude, doçura, construção.

Livro de poesias de Iata Anderson D’Gerais
Comprando até dia 20 de agosto recebe com dedicatória do autor

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Somos os mesmos, sei disso. Das plaquinhas de argila aos computadores que cabem na palma da mão. Inventamos sons, letras, palavras, universos inteiros a partir de nós mesmos. Nosso desejo, nosso medo, nossa busca pelo que ainda sequer sabemos nomear. Os mesmos, os mesmos.
Ainda assim, de quando em vez, um Iata nos surpreende porque ele é o mesmo e, ainda, não é não, com sua poesia transformadora, tão fresca, tão dele.
Iata, o mineiro. Ruas empoeiradas, tachos antigos de cobre, vendedores ambulantes, cães felizes numa Betim que crescia em si mesma e transformava de novo e de novo, cercada por clichês e novidades, pelo belo, pelo cotidiano. Iata, o roqueiro. Shows de heavy metal, solos de guitarra, suor, vocais guturais, ritmo marcado e amplificadores de som distorcendo a coisa toda. Iata, o filho de dona Geralda, ecos duma ancestralidade que nem sempre se pode rastrear, histórias perdidas de jogos e navios, de dores, perdas, de corpos escravizados, de levantes e coragem. Iata, finalmente, o poeta, um homem de seu tempo, político, urbano e feito de música e poesia, de contradições e espera, de ação. Cujo caminhar poético trilha o espaço-temporal de seus saberes, as palavras bem escolhidas, as construções que definem relações instaladas com pessoas e gentes. A poesia de Iata percorre diferentes espaços, o mesmo corpo que atravessa daqui prali, a cadência musical de quem mapeia, mesura, define, anota.
Iata é a água que mina das palavras de Viviane Mosé, é Cesário Verde, e transita entre campo e cidade, é Quintana e surfa na melancolia, é Adélia Prado e fala do que se quebra, o que se reconstrói, dos pedacinhos sobre os quais caminhamos, tantas vezes nas pontas dos pés.
Nessa cena da poesia nacional, com tantas vozes se erguendo juntas, temos o Iata, sua bela voz, suas imagens precisas, referência fragmentadas, rock ‘n’ roll, memórias, referências, corações, apontamentos.
Iata, o caminhante, leva a todos nós pelos senderos que percorre, com cuidado, cuidando o chão para não pisar nos brotos, farejando o ar que o cerca, adivinhando curvas e troncos caídos e motoboys atrasados e navios cujos portos parecem perdidos.
Escrevo a respeito de Iata e sua poesia, ouvindo Lenine e Milton, Neil Young, Mitchell e Van Halen – alguns de seus preferidos. Ouvindo Vander Lee e sua Alma nua – o preferido de seus poetas. Os sons que embalam Iata me embalam e à minha busca do tom que o defina, a nota exata que traga, com seus bemóis e versos, meu amigo, meu amigo poeta, para perto de mim.
A Drops Editora carrega Iata como uma coisinha preciosa, numa caixa forrada de algodão, feliz por estar aqui, não se cabendo pela percepção da oportunidade, pelo entendimento da rareza que é ter tão junto essa qualidade de poesia.
Seu patuá de relíquias, segredos, felapos e sortilégios é, para nós, Iata, o legado da beleza, similitude, doçura, construção.

Livro de poesias de Iata Anderson D’Gerais
Comprando até dia 20 de agosto recebe com dedicatória do autor

Peso 0.400 kg
Dimensões 23 × 18 × 3 cm

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