Um teto maravilhoso, de 1926, em Sydney. O que fazer de um Drops sem rumo. A figurinha da Fatorelli. Criaturas estranhas. Um crime na Turquia. Sorvete de doce de leite. A maneira gradual e gentil que as coisas têm, às vezes, de irem para o caralho. Guaraná. Guaraná. Guaraná.

Sinto sua falta? Sinto. Mas, né, sentir sua falta é tipo um projeto para mim. Sinto a sua falta, finjo que você me lê e tudo bem. Eu, definitivamente não tenho mais o que esperar.

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No fim de semana passado, buscando meios de amortecer você em mim com alguma coisa que não seja comida, maus pensamentos e planos de fuga, comecei três projetos. Preciso da figurinha da Fatorelli aqui dizendo com aquele sotaque carioca “não vai dar em naaaaaaada”.

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Tem sorvete de doce de leite no freezer. E série de extraterrestres na tevê enquanto eu trabalho.

Está tudo bem.

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Pra hora de dormir, série turca. Bem boa.

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Nossa cozinha é terra arrasada e eu não gunto mais.

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Preciso urgentemente de um novo colchão. Como “urgentemente” comigo é sempre relativo, vou ter de esperar seis meses ou mais. Coluna para que te quero.

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Resolvi a vida no Diarinho e na Nwesletter, mas o que fazer deste Drops? Essa é a questã que se impõe. Eu não sei mais. O fato é que a necessidade de um site existia. Mas, ao tornar o Drops um site, ele deixou de ser meu. Vozes demais, gente demais com as mãos aqui. Eu não sei mais o que fazer dele.

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A quantidade de felicidade que cabe numa latinha de guaraná é quase infinita.

2 comentários em “Um teto maravilhoso, de 1926, em Sydney. O que fazer de um Drops sem rumo. A figurinha da Fatorelli. Criaturas estranhas. Um crime na Turquia. Sorvete de doce de leite. A maneira gradual e gentil que as coisas têm, às vezes, de irem para o caralho. Guaraná. Guaraná. Guaraná.”

  1. um dia eu precisei sair do borboletas porque não reconheci mais meu dito. estrañei, como dizem os cearenses mas também como escrevia na carta carinhosa meu argentino. também preciso de um colchão. e de amortecedores. hoje, que é muito tempo depois do que esse post foi publicado, eu disse pro meu analista que mais do que ser amada eu quero ser entendida. e chorei. depois bebi muita água, deusolivre uma desidratação por dor de cotovelo. é foda não conseguir deixar a presença de alguém sair da gente, apesar da pessoa já ter ido embora faz tempo. Ou nunca chegado.

    1. vamos beber água e chorar e correr pra análise e chorar de novo e tomar sorvete e assistir os filmes dos anos 1980 que o Pedrão mandar e aturar as chatices alheias (as nossas, estamos acostumados) e roer as unhas até as pelinhas do ladinho sangrarem e aceitar as migalhas que os nossos respectivos eles quiserem nos dar e ver fotos de salas que nunca-nunca-nunca serão nossas e comprar pão-de-forma-integral-com-passas-e-sem-açúcar e ver stand up no youtube e comer balinhas de caramelo sem açúcar e ouvir a Salmaso e escrever nos nossos blogs que ninguém lê e trabalhar no livro do F. e fatiar maçãs e nunca nunca nunca nunca mais voltar pronde quer que seja.

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