Somov, prateleira de livraria, o ministério de Dolores Umbridge, você adora uma calhordice, existe alguém mais burra do que eu?

Lovers, 1933 – Konstantin Somov, russo (1869-1939)

Olha, a Vale fazendo propaganda das cestas-básicas que distribui. Deus de misericórdia.

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Diz que começou ontem a consulta pública do Ministério da Saúde desse governo inominável, a respeito de vacina. Imbecis de toda sorte dizendo se são “contra” ou “a favor” da vacinação das crianças de cinco a onze anos contra a COVID. O ministro da Saúde que, até onde se sabe, tem diploma de medicina, disse que espera o resultado da consulta pública para incluir ou não a vacina no PNI.

Às vezes eu acho que tou só num pesadelo, mas daí me lembro que aquele escroto foi eleito e desacredito, de novo, da humanidade.

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Uma história inventada para que ela se sinta melhor a respeito do que não tem.

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Há todo um braço da literatura atual que não é exatamente autoajuda, é uma espécie de literatura-upa-lá-lá, um literatura feita para você se sentir linda e fresca, com a pele boa e cheia de esperança, histórias-fofas-e-catitas-sobre-como-viver-bem-e-tal-e-tal-sua-fofita. Sinto muita inveja de quem escreve esse tipo de coisa. Deve ser uma delícia de fazer. E deve vender. Já perdi tantos bondes na minha vida, eis que perco mais este.

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Guardei uma história para contar a você caso, um dia,você volte a falar comigo.

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Como o Thomas Edison era calhorda, meu Deus. Os calhordas sempre, sempre, sempre se dão bem? Se ele fosse uma mulher e estive entre nós, você gostaria de passar o Natal com ele lá na casa da sua mãe, você comendo bacalhau, ele não dando a mínima para você, você feito um imbecil. Olha, certeza.

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Ela sonhou, por longas semanas, com esse Natal. Ele se materializaria no portão com as roupas numa mochila. Filmes demais, roliúde demais, vinho demais, falta de consciência e, sabemos, dum espelho. Mas ela sonhou com isso e não se envergonha. Um pouquinho, talvez.

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