Florzinhas roxas, livros velhos, canecas coloridas e zero livro dentro de mim

Esses filmes de Natal são um festival de mulheres se contentando com pouco e abrindo os braços para homens medíocres.

Falou a imbecil que escreve livro de poesia para o adorável que a informou que te-tes-ta poesia.

Quem sou eu pra julgar essas pobres moças de luvas felpudas.

*

É uma vida bem inútil, né? Sem finalidade ou grandes lances. Só cansaço, doces que não posso comer e livros que jamais escreverei.

Ah, e música ruim espalhada para todo canto.

*

E essa é a última vez que eu digo que é a última vez. Porque estou cansada de não estar contente, sabe. E não tem mais desculpa, nem pra você nem pra mim. – é a Nepomuceno me estraçalhando o peito, como sempre.

*

Estou arrumando a cozinha para você. Que jamais virá. Se isso não for a coisa mais demente de que já se ouviu falar, nem me diga.

*

É quase inverno em dezembro e eu não deveria estar reclamando, não.

2 comentários em “Florzinhas roxas, livros velhos, canecas coloridas e zero livro dentro de mim”

  1. Eu era exigente. Sou, dizem. Mas tem uma jovem de luva felpuda abrindo os braços não para o pouco ou para o muito, mas para o aquilo. Que não veio, não vem, não virá. Embora pareça que sim e as pessoas me digam que eu choro de barriga cheia. Mas o oco no peito faz eco.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *