Eu tive um sonho

Eu tive um sonho. Lindo. Fui dormir às 19h30 e acordei à meia-noite, encantada. Sentei, escrevi meu sonho. Foi lindo. Quase nunca tenho pesadelos, sonhos horríveis, de acordar chorando. Mas são raros também sonhos realmente felizes. Meus sonhos, no mais das vezes, são. Sonho, acordo, a vida segue.

Mas neste domingo, tive um sonho lindo. Redondinho. Perfeito. Final feliz. Olha. Meu inconsciente, eu pensei, quer me dar um abracinho, cheirar meu cabelo, beijar minhas pálpebras, soprar meu rosto, me dizer que vai tudo ficar bem, todas essas cousas que, quem nos ama, não tarda em fazer. Obrigada, inconsciente. Você foi uma fofura.

Sonho anotado, xixi feito, caminha do cãozinho afofada, voltei para a cama e antes de cair na segunda parte do meu sono, lembrei duma cousa que minha mãe me ensinou há tantos anos e que eu vivo para esquecer: rejeição prende, amor liberta. É tão simples, tão fato, tão óbvio. Mas eu escolho não saber.

Meus olhos pesaram e, quase já não aqui, eu me dei conta de que a fofura do meu cerebrinho reptiliano pode, muito bem, ser contestada. Ele quer manter você aqui, mesmo nos horários em que escolho não fazer isso.

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