Diário de um mundo que acabou: O Chico, a Suzi, as torres-eiféus da Suzi, coisas mais importantes, Falk, Niven, Pablo Milanés e o que pode ser adiado nesta vida tipo o choro dela por ele

Tenho lido tanta coisa boa. Feito tanta coisa idiota.

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A ilusão de D. me faz uma falta imensa e constato mais uma vez que a pessoa não é nada sem uma ilusãozinha. Maldito seja.

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Da enorme lista de coisas que eles nunca farão juntos, assistir Columbo está lá no topo. Que mundo maravilhoso aquele em que havia Peter Falk (e David Niven, já que falamos de cavalheiros encantadores e marcadores de civilização).

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Escrever sem D. ao lado, que experiência triste, absurda. Nunca mais vai ser fácil.

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A expectativa de um novo lugar. Um. Novo. Lugar. Estou velha demais, sofrida demais e no fim demais para me criar expectativas, para alimentá-las ou sonhar de olhos abertos, porém, eis-me aqui. Parar de pensar em D. e começar a pensar num lugar novo, talvez seja essa a pauta para 2021.

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Um dia a Suzi me deu um saquinho cheio de torres-eiféus minúsculas. Uma coisa linda. E elas moravam salpicadas por cima dos meus livros sobre Paris (eu tenho as prateleiras mais maravilhosas, fala a verdade?). Daí entrou o Chico na minha vida e ele tacava todas no chão e eu catava e um monte sumia e eu punha no lugar e ele tacava todas no chão e eu catava e um monte sumia e eu punha no lugar e ele tacava todas no chão e eu catava e um monte sumia e eu punha no lugar e agora só sobrou uma e quando eu olho ela ali sozinha sinto tanta falta dele, tanta, e choro demais.

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Criei coragem para assistir as duas últimas temporadas de Supernatural. O que farei do abismo que virá depois? Não sabemos.

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Quando a explicação for “Esqueci, há coisas muito mais importantes acontecendo na minha vida” nem precisa continuar a frase, né, se esqueceu é porque tem coisa mais importante. Afaste-se, se é que já não o fez. Há beleza e dignidade em desistir. Sabemos que filosofia de internet é pé na bunda não superado, mas, creia: há beleza e dignidade em desistir.

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Quando ela pensa nele e sabe que vai começar a chorar em instantes, bota o Pablo Milanés cantando “Amo esta isla” ao vivo e dança pelo quarto e adia o choro por mais um tempo.

4 comentários em “Diário de um mundo que acabou: O Chico, a Suzi, as torres-eiféus da Suzi, coisas mais importantes, Falk, Niven, Pablo Milanés e o que pode ser adiado nesta vida tipo o choro dela por ele”

  1. Ontem de madrugada fui ao post do bolo dizer que estava certa. Aí acordei e descobri que estava errada. Ou seja, tô mais fodida.

    Eu não tenho lido quase nada mas faço muitas coisas idiotas, me aceita na turma. Entre elas, comecei uma série que é o contraturno da minha novelinha Grey’s. Comecei é o jeito de dizer, estou tentando. Minha vida no limbo, como eu te falei.

    Inúmeras coisas que eles não farão juntos. Chorei. Chorar eu ainda consigo.

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