dia 25

Foi um Natal de perdas – um dia, alguém me ensinou duas coisas: que não existe amor sem ressentimento e que todo Natal é de perdas porque, ao longo do ano, qualquer ano, são muitas e definitivas as promessas não cumpridas, os caminhos que não podem ser retomados, as histórias não concluídas, ou, meu Deus, dolorosamente concluídas. Foi um Natal de perdas porque é delas, sempre, quase sempre, sempre, sempre, que a vida é feita.
Foi um Natal de sorrisos também, mesa finalmente instalada na cozinha, garrafas – quase todas – no lugar, grande parte das prateleiras presinhas às paredes e a manutenção, para a alegria dos fãs do esporte, do mistério caberão as prateleiras de detrás da mesa realmente detrás da mesa? Tcharãããããã. Aguardem o episódio A volta do querido sr. Andrade.
Foi um Natal de perdas, de arrumação, de chester ao molho pesto (faça, é maravilhoso), de vinho finalmente bebido em taças lindas e antigas, de muitas desistências, de algumas fichas caindo e esmagando meu peito, de saleiro&pimenteiro de papai-noel-e-homem-de-neve, tradução do livro, ventilador, chocolates da Ana Paula, ricota defumada, café com leite no copo mais lindo, ah, e garrafinhas de azeite postas no lugar, quase que não-para-você.

2 comentários em “dia 25”

    1. Eu nunca mais ousarei sonhar com um natal, seja ele qual ou como for, mas um dia- ouso, sim, sonhar – estarei à sua mesa, juntim com o chester (um frango lavado de anabolizantes, se me permite a vulgaridade.

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