Aulas de Idioma e Redação

O ato de aprender uma nova língua exige vagar. 
E atenção. E cuidado. 
Demanda tempo, envolvimento, dedicação e paciência. De todos os envolvidos.
É preciso estudar antes e depois da aula. Ler o texto, erguer o vocabulário do texto, preparar o texto, cantarolar o texto em voz alta (para espanto do gato e do camarada ao seu lado no ônibus). 
A busca de conhecimento não cabe no tempo da aula, dure ela o quanto durar. Essa busca é seu compromisso com a vida, com sua história e com cada coisa que você quer alcançar. Com a pessoa que você pode ser. Precisa ser. Sonha ser.
Um aprendizado consistente e consciente, digno de seu nome, que forme o aluno, a aluna e que, no processo, também os informe, que dê base para seu voo solo, suas próprias descobertas e todo o mundo que espera por ele ou ela, pede por método, frequência e continuidade.
Uma aula não é um show. Uma aula não pode ser “um resumão aí do que pode cair no exame, teacher”. Um resumão “pra passar” é um resumão. Só.
Uma aula não é “só”.
Sua caminhada nessa vida não é, não pode ser um “só”.
Não ceder à tentação do “rapidinho, facinho, rasinho”, que será esquecido em algumas semanas, é trabalho duro e concentrado de professor e aluno. 
Sim, uma hora e meia passa num instante. 
Sim, uma hora e meia demora um século para chegar ao fim.
Mas, ei, nós seguimos, passo a passo, anotando cada lance do vocabulário, contando historinhas para fixar o conceito, usando verbos estranhos e bonitos, esmiuçando o uso do pronome, lendo cartoons cheios de sentidos gostosos e ideias inusitadas, cantando beeeem alto, tentando entender onde cabe cada “modal” e que diabos faz esse “cuándo” acentuado na frase.
Um. Dia. De. Cada. Vez.
Sem desespero, sem atropelo, sem chiliquinho.
Por como disse uma velha senhora sábia (no caso, eu):
“Chilicou, volta vinte casas e perde a vez”.
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Vem cá, meu bem. 
Redação, inglês e espanhol de verdade, para viajar, conversar, trabalhar e fazer contos e poemas e livros lindos.
Para ficar.
Para permanecer.

Dani querida:
Tenho pensado muito em escrever. Não exatamente no que eu vou escrever e sim no ato de escrever.
Escrever é registrar.
Registrar é olhar em volta ou para dentro e ver e observar e analisar e sentir e perceber e conjecturar e projetar e racionalizar e enumerar e resumir e narrar e repetir-para-elaborar e planejar e compor planos mirabolantes, resenhas infernais, súmulas inquietantes, relatos coloridos, listas comoventes.
Registro é o que nos define. Somos os caras que registram. Antes da escrita escavando ossos e desenhando nas paredes de cavernas e nas superfícies das rochas, espalhando flores em torno dos corpos sepultados de nossos entes queridos, produzindo utensílios e tratando peles de animais. Depois da escrita, inventando símbolos, alfabetos rebuscados, tomos e mais tomos gramaticais e regras ilógicas sobre o uso do hífen em plaquinhas de argila, pergaminhos e papel de carta da Hello Kitty.
Somos os caras que registram com nossos celulares, nossas publicações independentes, nossos sites e nossa indignação seletiva aqui e ali na rede social.
“Quem são esses aí?”, vai perguntar alguém de passagem pelo planeta.
“São os caras do registro”, vai responder o outro. “Eles relatam o que veem e sentem, eles anotam e desenham, costuram e modelam, escrevem e solfejam, pintam as paredes mesmo sabendo que vão apanhar quando pai chegar em casa. Eles fotografam o risoto feio pro Instagram, gravam áudios de oito minutos para a Mariana, guardam o sapatinho do bebê para que gerações e gerações tenham acesso a ele, produzem livros, colam recortes em caderninhos fofos, sobem cartas de amor para a nuvem, escrevem recados dolorosos enquanto ouvem o coração trincar e a chuva cair no meio da madrugada”.


Escolha uma coisa, Dan, uma coisa perto de você e registre. Do jeito que você puder ou quiser. Com palavras, imagens, desenhos ou voz (vamos evitar, por enquanto, os ossos entalhados, querida).
Faça seu registro, mande para mim.
Vamos começar hoje as nossas aulas de redação?
Fal
aulasdrops@gmail.com – 11 986833748