Domingo-caderninho

Caderninho gasto, uns rabiscos verdes, quadriculados, uma sequência de pensamentos (que, sinceramente, não servem para grande coisa), uma chuva, um pastel de ontem, suco de uva, série dublada na televisão.

Hoje é domingo e eu imagino as risadas, as fotos, a angústia fininha, os bares nessa Copa chuvosa e incerta, a vida e a decisão de ficar.

Quase chorei, mas Bolero precisa duma caminha. E o gato branco ainda não tomou remédio.

Quase chorei, mas, né, sabemos, você e eu, que não vai adiantar.