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Quando

True Detective com a Foster. Resolvi recomeçar e, antes de ver a Foster, que tanto amo, voltei pra temporada 1. Se ele ainda falasse comigo, conversaríamos sobre. Boa poarte do nosso grupo já tinha visto a temporada 1 quando ele resolver assistir e comentou conosco. Naquele tempo ele não fingia que eu era especial pra ele, então não falou sobre a série especificamente comigo, mas prestei atenção na opinião dele. Gostei, achei muito inteligente. Ele tava naquela turma porque eu taquei ele lá. Ele fez aqueles amigos porque eu taquei ele lá. Hoje ele finge que eu não existo, mas fala com todos eles. A vida, né. Lembro que ele falou alguma coisa sobre a magreza do policial que não é o Woody e eu achei uma bela sacada. Não lembro mais o que foi.

*

Entrei com as quatro patas num trampo-roubada. Por que eu faço isso? Realmente eu não sei.

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Ah, eu sei porque. Porque preciso pagar meus dentes.

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Aqui ou chove sem parar ou o sol é um desgraçado. Não temos tempo de ser delicados nesta cidade, nem no clima.

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Mas a minha irmã morreu, você sabe. É disso que se trata todo o resto. Ela morreu. Então eu compro gibis bem caros do Glauco, acendo umas velinhas e espero que o tempo passe para que eu também possa morrer.

*

Lixei três portas de madeira para a vizinha e ela me pagou muito bem. Virei uma dessas velhas gordas e grandes, de rabo de cabelo desleixado, mal-vestidas, que fazem esses trabalhos pesados mesmo sem qualquer preparo físico para isso. Na minha cabeça, peso cinquenta quilos e moro numa casa cheia de florzinhas e cortinas de renda. Na vida real, meu apartamento parece um galpão.

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A gente não tem a neurose que quer, a minha mãe me dizia. Tem a neurose de que precisa.

[no celular: Against all odds, Phil Collins]

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trecho de

Todo o tempo em que permaneci de joelhos esperando por você, de Olímpia Caballer [no prelo]

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