Diário de um mundo que acabou: calor, Valadares, camisetas, sumiu uma das fronhas do conjunto cor-de-rosa

Um amigo carioca chamado Valadares. Um amigo carioca chamado Valadares que me ligasse uma vez por semana ou pra quem eu pudesse ligar de quando em vez, a cada dez dias, que me fizesse rir, que risse do que digo, que me dissesse coisas engraçadas. Não quero sexo (calma, brasil), não quero romance, não quero morar com ninguém ou, Deus me ajude, enfiar alguém aqui em casa. Mas queria um amigo carioca (gosto do sotaque), chamado Valadares, que faça pausas nas frases pra tragar o cigarro e que odeie o governo. Sinceramente, não é pedir demais.

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Talvez eu tenha cometido o melhor patê de alho do Brasil. A modéstia me impede de afirmar. Mas é. É sim.

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O calor deste setembro serve a quem? Quem se beneficia com minha pele arranhada no tecido da camiseta mais fofa? Num guento mais.

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Eu tive um amigo que amava café. Ganhei um daqueles trequinhos que moem grãos e estou me sentindo a pessoa mais cool do mundo. Queria contar pra ele, não posso. Sentimos que nunca acaba de caber mais dor no coração, não é assim a canção? Sentimos.

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Cê olha no relógio. 19h12. Ah, vai dar tempo de fazer tudo. Cê olha no relógio. Meu Deus do céu, 22h35, não fiz porra nenhuma.

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