Buenos Aires querido, querido, querido.

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Não haverá Buenos Aires para nós.

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Assisto filmes, não entendo quase nada do que vejo. Harry Potter 1 precisei assistir umas quatro vezes pra entender, e olha que eu tinha lido o livro. Aliás, foi vendo o filme que me dei conta de que não tinha entendido o livro. Filmes em geral, não sei do que tratam. Fico ali vendo e vendo, mas não me pergunte o que está acontecendo. E não estou falando de filmes europeus profundos, que fica todo mundo fumando, andando de trem e falando da morte da bezerra em francês. Estou falando de filmes em que o Denzel Washington dá porrada. Não entendo aquilo, não sei quem é aquela menina e nem o o Denzel foi parar na Rùssia ou como como o cara da Lista de Shindler acabou num navio dando tiro em traficante. Ou o matador de navio é o Hannibal jovem? Eu não sei. Qualquer hora dessas as pessoas vão perceber que não entendo mais da metade do que dizem. Simplesmente não entendo. Não sei mesmo do que estão falando, não capto as referências, não vejo os programas de tevê, não li os livros, não acompanhei a treta no Twitter e, tem mais, não dou a mínima. Também não entendo porque realmente não consigo discernir a fala, o jeito de falar. As palavras pulam uma sobre as outras e se embaralham e eu já nao sei se o cara disse “casa” “nasa” “rua” “lua” “nua”. Balanço a cabeça com vigor, esperando do fundo do coração que não tenha sido uma pergunta e resmungo coisas como “nossa, que coisa”.

O mundo é um lugar hostil para mim. E confuso.

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