A repetição da valsa

O que sempre me assalta, me faz dar voltas num metafórico e cafona salão de baile, todo ele dum equivocado rococó veludo bordô, o que uso para assombrar meus autorinhos, os pobres coitados, é o que nos move. O que move o nosso fazer de literatura, o que nos inspira, é claro, mas principalmente o que nos sustenta, o que nos mantém no prumo, o que nos faz, a cada dia, abrir o Word, o caderninho de capa florida. Quero falar sobre isso. Como são poucos autorinhos e apenas uma Fal, teretetê voltou ao assunto, o que leva as criaturinhas, aos suspiros, revirarem os olhos dizendo coisas como “já falamos sobre isso, Fal”, mas então, insisto, quero falar sobre isso de novo, filho de Deus, vamos esmiuçar um pouco mais essa camisa puída e esgarçada (meus autorinhos também odeiam minhas metáforas e só faltam me chamar de burra, mas sigo). O que nos move, o que sustenta nosso fazer de literatura, o que nos aponta a direção, o que, além da Eletropaulo, alimenta nossos computadores e tablets, insensatos, mas eficientes? Para além da inspiração, que gatilho nos faz continuar?

Ah, sim, ia me esquecendo: um, dois, três, um, dois, três.

2 comentários em “A repetição da valsa”

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