Black Friday no Drops!

Pensou que não teria Black Friday no Drops?
PENSOU ERRADO!

Pacote de 3 livros, que na verdade são quatro, por 40,00 mais 15,00 de frete para todo Brasil!
Se você é de Curitiba e quiser retirar no endereço de Suzi Márcia, não tem frete e periga ter café!

Os Livros são:

1 – Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite
2- O Nome da Cousa
3 – Como Ensinar Um Idiota a Dançar (Coletânea de Drops) e Faço Chá de Hortelã e Espero que Fique tudo bem (Coletânea de Crônicas) – dois livros num mesmo volume
Todos de Fal Azevedo.

A promoção é para o combo dos 3 livros. Separados, valor normal.

Valor total com frete 55,00

Só vale para depósitos feitos até meia noite do dia 29.11

Então, quem quiser, me chama inbox ou escreve para dropsdafal@gmail.com

Camila e Obama e a longa noite no Brasil – BDD

A Camila me ensinou a trabalhar comendo frutas secas e passas e polenguinho. Quem ensinou isso pra ela foi o Obama. E vocês aí achando que eu só me dou com gente fubá.

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Fiquei bem acostumadinha às promoções de polenguinho de rico e agora que elas acabaram, eis-me aqui de volta ao polenguinho de pobre.

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Impressionada com o número de amigos de esquerda que, frente à crise, falta de esperança, imbecis rematados e encilhados no poder e mundo prestes a acabar, estão abraçando vertentes mais, digamos, esotéricas da existência. Mas é muita muita gente. O que tem de marxista-leninista receitando florais, conselhista jogando búzios, velha esquerda botando tarô, benzedeira stanilista, mãe de santo trotskista, diácono maoísta e luxemburguista astrólogo não tá no gibi. Meu melhor amigo, um bolchevique histórico, agora professa sua fé como Franciscano da Terceira Ordem e nunca foi tão feliz.

Pessoalmente, não acho bom ou ruim, só observo o fenômeno (não que alguém vá deixar de me dar porrada por observar, eu sei, mas vai que, fica aqui o registro), comungo da mesma fé do Sinatra (foi o Sinatra?), que dizia que qualquer cousa que te ajude a atravessar a noite tá valendo, sejam orações ou uma garrafa de Jack Daniels.

A noite no Brasil será muito, muito longa, cada um deve se segurar no que for possível. Este 2019 foi/está sendo só uma amostra do que virá.

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A repetição da valsa

O que sempre me assalta, me faz dar voltas num metafórico e cafona salão de baile, todo ele dum equivocado rococó veludo bordô, o que uso para assombrar meus autorinhos, os pobres coitados, é o que nos move. O que move o nosso fazer de literatura, o que nos inspira, é claro, mas principalmente o que nos sustenta, o que nos mantém no prumo, o que nos faz, a cada dia, abrir o Word, o caderninho de capa florida. Quero falar sobre isso. Como são poucos autorinhos e apenas uma Fal, teretetê voltou ao assunto, o que leva as criaturinhas, aos suspiros, revirarem os olhos dizendo coisas como “já falamos sobre isso, Fal”, mas então, insisto, quero falar sobre isso de novo, filho de Deus, vamos esmiuçar um pouco mais essa camisa puída e esgarçada (meus autorinhos também odeiam minhas metáforas e só faltam me chamar de burra, mas sigo). O que nos move, o que sustenta nosso fazer de literatura, o que nos aponta a direção, o que, além da Eletropaulo, alimenta nossos computadores e tablets, insensatos, mas eficientes? Para além da inspiração, que gatilho nos faz continuar?

Ah, sim, ia me esquecendo: um, dois, três, um, dois, três.