O trabalho da Fal Azevedo não está só em lombadas

Fal Azevedo não é apenas escritora.
Como se não fosse o bastante, podemos encontrar seu nome na tradução de centenas de obras literárias.
Como ela mesma já disse, tão bem:

Eu sou uma tradutora. É isso que eu faço para viver. Em fichas de hotel e coisas assim, eu adoro preencher o item “Profissão” escrevendo “escritora”, mas ambas, a linha em branco e eu, sabemos que não é verdade.
Sim, talvez eu já tenha cometido um ou outro romance e alguns livros obscuros de contos mais obscuros ainda, sempre despontando para o anonimato, mas a verdade é que nada disso paga as minhas contas. Minhas contas — que não são muitas — são pagas todos os meses com meu trabalho de tradução.
Às vezes tenho sorte e recebo livros da Nora Ephron para traduzir — algo neste estilo. Às vezes eu tenho que lidar com coisas incompreensíveis para o meu limitado intelecto,como manuais sobre programas de computador, compêndios sobre dietas, tratados de auto-ajuda, tijolos sobre complexas religiões orientais ou romances claudicantes. Não importa. Não sou paga para gostar de nada — nem de mim. Sou paga para traduzir cada palavra, para andar na corda bamba de todo tradutor: sem alterar o sentido original das palavras, tenho que torná-las claras e palatáveis para os leitores deste idioma.
Difícil? Dificílimo.

2 comentários em “O trabalho da Fal Azevedo não está só em lombadas”

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